Veja, escute!
O som do conhaque
Que se diverte entre
Os velozes peixes
E tartarugas
(da Música)
Saboreei o metal
Dos seus olhos
De saxofone.
E do seu rubro óleo
Em sua ardil argila
Que oh! É também
Magnânima.
sábado, 29 de novembro de 2008
Do altar etílico jaz o jazz & O lírio espera ser ouvido por Eros
I
Do altar etílico jaz o jazz
Que passeia pelos contornos e adornos
Dos ouvidos da escrivaninha de madeira;
Que vibra; viva.
O calor lhe enche os poros que
Também vivos, exalam suavemente
O poder magnífico da morte
Prematura e jovial.
Ah, e o álcool
Nas veias elétricas
Do Stereo Parker Quartet
Náuseas deliciosas
Nos precedem com o vento
De suas narinas de Gárgula
II
Assustadoramente belo
Entre flores e odores
Exóticos do enxofre e do mel
O lírio espera ser ouvido
Por Eros em sua majestosa
Cama musical.
Branda como o relâmpago
De teus versos que meus;
Na sinceridade do vento
Lamento de não possuir AGORA
Sua tão formosa flor.
Que da ornitologia do vento
O calor de suas narinas suaves
O vento feito da mais pura luz
Os olhos do oceano não estão mais
Entre as pradarias rebeldes
Dos meus olhos versos.
Borrei a mão com os sabores
E corredores invisíveis
De teu lírio ventre.
Do altar etílico jaz o jazz
Que passeia pelos contornos e adornos
Dos ouvidos da escrivaninha de madeira;
Que vibra; viva.
O calor lhe enche os poros que
Também vivos, exalam suavemente
O poder magnífico da morte
Prematura e jovial.
Ah, e o álcool
Nas veias elétricas
Do Stereo Parker Quartet
Náuseas deliciosas
Nos precedem com o vento
De suas narinas de Gárgula
II
Assustadoramente belo
Entre flores e odores
Exóticos do enxofre e do mel
O lírio espera ser ouvido
Por Eros em sua majestosa
Cama musical.
Branda como o relâmpago
De teus versos que meus;
Na sinceridade do vento
Lamento de não possuir AGORA
Sua tão formosa flor.
Que da ornitologia do vento
O calor de suas narinas suaves
O vento feito da mais pura luz
Os olhos do oceano não estão mais
Entre as pradarias rebeldes
Dos meus olhos versos.
Borrei a mão com os sabores
E corredores invisíveis
De teu lírio ventre.
domingo, 1 de junho de 2008
The last shadow puppet.
"We're just following the flock around and the in-between, before we smash to smithereens." A.T.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Fogos de artifício
“Você precisa aprender seu instrumento. Daí, você pratica, pratica e pratica. E então, quando você finalmente subir no palco, esqueça tudo isso e apenas toque.”
Charlie “Bird” Parker
Seres humanos são como fogos de artifício. Alguns explodem por fúria, outros por dor, outros por puro desejo. Mas no final, todos explodem imploram e clamam por vida. E são exatamente nesses momentos de pura e majestosa explosão que o gozo real da vida se manifesta. A mais pura amargura vai lhe trazer o maior sentimento de vida que você já sentiu.
O sonhador que sonha com estradas reluzentes a furiosas pula de alegria quando sabe que provavelmente nunca será como seus heróis. Na essência de sua alma ele sabe disso, mas se esconde dos tiros discretos da realidade e se afoga em seu desejo supremo. E tudo fica inerte como os trens obsoletos na terra sagrada das ferrovias.
Mas o coração bate e bate, e baterá até se cansar completamente, e quando isso acontecer você finalmente encontrará a razão eterna de sua existência. E viverá como um santo, nos ecos escuros e gloriosos de sua própria mente e alma. Tudo está vivo e pronto para estar morto e atingir a iluminação mais alta. Porém, nós, seres humanos, fogos de artifício do alegórico intelecto, preferimos nos acorrentar ao próprio. Uma grande âncora gigantesca que te afunda até os confins de sua infinita consciência. Mas a âncora também é o foguete, que quando explode em suas mãos, te leva a tão sonhada glória, que você nem mesmo conhece mas anseia por conhecer. Logo, ame seus problemas. Ame os ratos e baratas que convivem junto de ti debaixo de seus pés pois eles lhe causam problemas. Elogie o deserto seco da vida e deseje ele como seu eterno guia e trilhe seus infinitos caminhos para sempre.
Um bluesman perde a visão, porém ganha a mais gloriosa dádiva musical. Afinal, do que serve a visão se tudo isso que vê mora em você próprio? Você é o poema. E absolutamente nada ao mesmo tempo.
Por isso, exploda e aceite isso com todo seu amor quando chegar a hora. E quando chegar a hora, estique suas cordas mais queridas e belas até o máximo até que elas arrebentem em um grandioso e eterno grito da mais pura satisfação. E então, depois do grito de alívio, olhe suas cordas retalhadas com honra e amor e amarre-as uma por uma, num nó que será mais forte do que tudo em que viu na vida. Você é o nó a corda e as mãos que as arrebentaram. Tudo isso ao mesmo tempo. Por isso, com o mesmo desejo, lhes peço: Vivam intensamente até tal hora chegar, e quando ela chegar, explodam como fogos de artifício.
Charlie “Bird” Parker
Seres humanos são como fogos de artifício. Alguns explodem por fúria, outros por dor, outros por puro desejo. Mas no final, todos explodem imploram e clamam por vida. E são exatamente nesses momentos de pura e majestosa explosão que o gozo real da vida se manifesta. A mais pura amargura vai lhe trazer o maior sentimento de vida que você já sentiu.
O sonhador que sonha com estradas reluzentes a furiosas pula de alegria quando sabe que provavelmente nunca será como seus heróis. Na essência de sua alma ele sabe disso, mas se esconde dos tiros discretos da realidade e se afoga em seu desejo supremo. E tudo fica inerte como os trens obsoletos na terra sagrada das ferrovias.
Mas o coração bate e bate, e baterá até se cansar completamente, e quando isso acontecer você finalmente encontrará a razão eterna de sua existência. E viverá como um santo, nos ecos escuros e gloriosos de sua própria mente e alma. Tudo está vivo e pronto para estar morto e atingir a iluminação mais alta. Porém, nós, seres humanos, fogos de artifício do alegórico intelecto, preferimos nos acorrentar ao próprio. Uma grande âncora gigantesca que te afunda até os confins de sua infinita consciência. Mas a âncora também é o foguete, que quando explode em suas mãos, te leva a tão sonhada glória, que você nem mesmo conhece mas anseia por conhecer. Logo, ame seus problemas. Ame os ratos e baratas que convivem junto de ti debaixo de seus pés pois eles lhe causam problemas. Elogie o deserto seco da vida e deseje ele como seu eterno guia e trilhe seus infinitos caminhos para sempre.
Um bluesman perde a visão, porém ganha a mais gloriosa dádiva musical. Afinal, do que serve a visão se tudo isso que vê mora em você próprio? Você é o poema. E absolutamente nada ao mesmo tempo.
Por isso, exploda e aceite isso com todo seu amor quando chegar a hora. E quando chegar a hora, estique suas cordas mais queridas e belas até o máximo até que elas arrebentem em um grandioso e eterno grito da mais pura satisfação. E então, depois do grito de alívio, olhe suas cordas retalhadas com honra e amor e amarre-as uma por uma, num nó que será mais forte do que tudo em que viu na vida. Você é o nó a corda e as mãos que as arrebentaram. Tudo isso ao mesmo tempo. Por isso, com o mesmo desejo, lhes peço: Vivam intensamente até tal hora chegar, e quando ela chegar, explodam como fogos de artifício.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
A canção é você
O que seria de mim sem minhas melodias azuis e flamejantes? Ou sem seus gritos e gemidos borbulhantes. Guitarras e gaitas harmoniosas explodindo meu cérebro que clama e clama. Eu sempre precisei deles. Ninguém vai tirar isso de mim.
Meu deus é como um ás de espadas. Negro como a noite que envolve todo e cada vagabundo em seu leito férreo.
Os saxofones estouram como bombas de hidrogênio invisíveis e sempre vão manter seu cérebro ligado e atordoado. E seus olhos injetados explodindo como fogos de artifício. E tudo isso para todo sempre, e sempre... Daí entra o trompete mais suave te dilacerando aos poucos te fazendo viciar como o primeiro pico doloroso. O piano pulando entre suas orelhas entrando e saindo pelos seus olhos brilhantes e jovens. Saltando entre tudo e nada como uma bailarina dos tempos. Pam na nan nammmm. E a bateria lá... "Éééé...." A voz do músico. Curtindo aquilo tudo numa decrescente insana até chegar num glorioso e calmo louco gemido de "ééé...." e por aí vai. Ou então o guitarrista cantando seu próprio solo. Dizendo ao mesmo tempo o que seu membro retrátil feito de cordas diz geme e explosivamente clama. E as cordas do vocalista também vibram e todo instrumento vibra com ele.
Merda, como tudo isso é sensacional. Se você não sabe o que é isso, definitivamente você esqueceu o que as ondas dentro do ventre em que nasceu te diziam.
Meu deus é como um ás de espadas. Negro como a noite que envolve todo e cada vagabundo em seu leito férreo.
Os saxofones estouram como bombas de hidrogênio invisíveis e sempre vão manter seu cérebro ligado e atordoado. E seus olhos injetados explodindo como fogos de artifício. E tudo isso para todo sempre, e sempre... Daí entra o trompete mais suave te dilacerando aos poucos te fazendo viciar como o primeiro pico doloroso. O piano pulando entre suas orelhas entrando e saindo pelos seus olhos brilhantes e jovens. Saltando entre tudo e nada como uma bailarina dos tempos. Pam na nan nammmm. E a bateria lá... "Éééé...." A voz do músico. Curtindo aquilo tudo numa decrescente insana até chegar num glorioso e calmo louco gemido de "ééé...." e por aí vai. Ou então o guitarrista cantando seu próprio solo. Dizendo ao mesmo tempo o que seu membro retrátil feito de cordas diz geme e explosivamente clama. E as cordas do vocalista também vibram e todo instrumento vibra com ele.
Merda, como tudo isso é sensacional. Se você não sabe o que é isso, definitivamente você esqueceu o que as ondas dentro do ventre em que nasceu te diziam.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Palavras a(o meu) Gerard
Gritos como de um carro derrapante.
Impossível descrever tal anseio delirante.
O uivo infantil errante.
As palavras no escuro escorregadio desconcertante.
Brilham imponentes.
Para os meus olhos jovens, como incríveis diamantes.
Suplicante.
Assustadoramente;
Meliante.
Um alento kerouquiano.
O oceano é o meu irmão.
Sim. O oceano da dor precoce.
Espasmos sem sentido.
Gritos sussurantes no seu corpo pequenino e assustado;
Latejante!
Seus olhos azuis medrosos, porém sempre atentos;
A qualquer instante.
Oh Deus, ajude-o desse descontrole mental.
Que tanto lhe aflige e que lhe coloca tão distante.
A emoção me toma conta quando o vejo dormir, feliz.
Sonhando ser um garoto saltitante.
Já estou incomodando bastante.
Não tenho mais nada a dizer ou acresentar.
Nesse meu poema blues ondulante.
Impossível descrever tal anseio delirante.
O uivo infantil errante.
As palavras no escuro escorregadio desconcertante.
Brilham imponentes.
Para os meus olhos jovens, como incríveis diamantes.
Suplicante.
Assustadoramente;
Meliante.
Um alento kerouquiano.
O oceano é o meu irmão.
Sim. O oceano da dor precoce.
Espasmos sem sentido.
Gritos sussurantes no seu corpo pequenino e assustado;
Latejante!
Seus olhos azuis medrosos, porém sempre atentos;
A qualquer instante.
Oh Deus, ajude-o desse descontrole mental.
Que tanto lhe aflige e que lhe coloca tão distante.
A emoção me toma conta quando o vejo dormir, feliz.
Sonhando ser um garoto saltitante.
Já estou incomodando bastante.
Não tenho mais nada a dizer ou acresentar.
Nesse meu poema blues ondulante.
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